Lan Houses podem se transformar em centros de serviços

Além de serem usadas para a inclusão digital, as lan houses podem ser empregadas na melhoria dos serviços públicos, no comércio e na educação e suporte social.

Esta é a opinião do diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Sergipe, Paulo do Eirado Dias Filho, que participou nesta terça-feira, 30, da audiência na Câmara dos Deputados que analisa projetos de lei envolvendo os centros de acesso à internet realizado pela Comissão Especial dos Centros de Inclusão Digital.

O especialista citou pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) a qual mostra que 65% dos usuários de lan houses realizam pesquisas acadêmicas, 22% buscam cursos e 10% frequentam cursos a distância nesses estabelecimentos. “Esse cenário mostra que a estigmatização desses estabelecimentos não faz mais sentido”, afirmou.

Um exemplo da utilização das lan houses para a inclusão social é a cidade de Salvador. O chefe da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo Municipal (Sucom) do município, Claudio Silva, contou que, por meio da utilização de lan houses, a Sucom conseguiu reduzir o tempo médio de emissão do termo de viabilidade de localização (TVL) de 60 para 12 dias. O TVL, explicou ele, constitui o primeiro documento obrigatório ao início de qualquer atividade econômica no município.

A Prefeitura de Salvador realizou convênios com 33 lan houses locais para prestar serviços públicos à população. Silva ressaltou, porém, que o mais importante não foi a melhora na qualidade do serviço, mas o “estímulo ao desenvolvimento socioeconômico” que o projeto representa.

“Para o cidadão chegar ao poder público, tem de pagar pelo menos R$ 4,50 de transporte, quando poderia realizar o mesmo serviço com R$ 2, perto de casa”, ponderou. Com a utilização das lan houses, diz Silva, aumentou significativamente o número de pessoas atendidas.

Já o prefeito da cidade Estância, em Sergipe, Ivan Leite, disse que a Prefeitura mantém convênios com 22 lan houses, 50% das existentes no município. Em 2009, o Poder Público da cidade realizou convênios com as lan houses para atender aos estudantes da rede púbica. “Capacitamos os professores para fazer demandas de pesquisas por meio da internet”, ressaltou. Segundo o prefeito, hoje o projeto atende mais de 2 mil jovens. As informações são da Agência Câmara.

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Como montar uma lan house educativa

Um dia, talvez as universidades se tornem redes coletivas de ensino. Bem antes disso, as lan houses podem preencher esse nicho de mercado de uma outra forma, gerando mais lucro para o empreendimento e mais credibilidade para o empreendedor.

O primeiro passo é deixar bem claro para o seu público que a sua lan house não é apenas uma casa de jogos, mas também um centro de lazer educativo. Em outras palavras: é importante fazer, mas também é importante divulgar.

Pense em cartazes improvisados pela parede, e-mails para os clientes mais assíduos e avisos impressos que você possa entregar aos clientes. Tenha em mente as seguintes variáveis para implementar na sua lan house:

  • Jogos educativos para idades variadas
  • Consultoria em informática educacional
  • Sites com cursos a distância (EAD – Educação a Distância)
  • Parcerias com escolas públicas e privadas

Veremos mais sobre cada uma delas em futuros posts.

SEBRAE lança projeto para Lan Houses

Desenvolvida em parceria com o Comitê para Democratização da Informática (CDI), iniciativa será apresentada na manhã desta quinta-feira (25), no Rio de Janeiro

Marcelo Araújo

Inclusão digital, promoção da gestão, divulgação do empreendedorismo e impactos na vida de comunidades do Brasil inteiro. Esses são alguns dos conceitos associados aos projeto Sebrae-CDI-Lan, que será lançado nesta quinta-feira (25), às 10h, na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro. Resultado de parceria entre o Sebrae e o Comitê para Democratização da Informática (CDI), o projeto terá entre suas ações um mapeamento das lan houses no país.

O gerente de Atendimento Individual do Sebrae, Enio Pinto, explica que a iniciativa se desenvolverá por três eixos. “Primeiro, faremos um mapeamento das lan houses, para saber onde elas estão e que necessidades apresentam”, explica o gerente.
Segundo o CDI, existem aproximadamente 110 mil lan houses no Brasil. Esse tipo de negócio atinge um público em torno de 30 milhões de pessoas. Apenas na região Nordeste, conforme dados do comitê, 70% das pessoas que navegam pela internet o fazem por meio das lan houses.

Enio Pinto conta que, em uma segunda etapa, a partir do levantamento, o Sebrae levará capacitações sobre gestão empresarial e formalização aos proprietários das lan houses. A terceira fase vai envolver inclusão digital das comunidades onde os empreendimentos se localizam. “Isso será importante até para que muitas pessoas possam ter acesso às nossas soluções digitais, como o Desafio Sebrae e a Educação a Distância”, diz Enio.

Programas educativos

A coordenadora nacional do projeto pelo Sebrae, Márcia Matos, revela que o programa acontecerá, em um primeiro momento, em caráter piloto por quatro meses em três cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, onde será lançado no dia 30 de março, e Marabá (PA) – a partir de 6 de abril.

“Este primeiro momento será de adequações. Depois, por mais quatro meses, o projeto estará aberto a cidades que queiram participar. Esta será uma fase de refinamento das ações”, diz Márcia Matos. A terceira e última etapa de implementação do projeto prevê que ele se estenda pelo Brasil inteiro.
Bernardo Faria, gestor do projeto pelo CDI, aponta que a iniciativa pode causar um grande impacto na vida de milhões de pessoas por conta da inclusão digital. “Esses empreendimentos também têm condições de se tornar centros de capacitação, para programas educativos de instituições como o Sebrae e órgãos de governo”, diz Faria.

Estudo empresarial

No final de 2009, o Sebrae realizou um estudo de atividade empresarial, abrangendo 35 lan houses de três estados – Paraná, Sergipe e Mato Grosso do Sul. O objetivo foi conhecer as características e as peculiaridades do negócio, os parâmetros de como são utilizados os recursos existentes e a sua operacionalização. O documento serve de referência para as ações no projeto Sebrae-CDI-Lan.

Para troca de informações sobre o projeto, o Sebrae colocou em sua blogosfera, o Mundo Sebrae, um endereço destinado ao projeto das lan houses, que pode ser acessado pelo endereço http//lanhousedofuturo.wordpress.com.

Serviço:

Agência Sebrae de Notícias – 2107-9110 e 2107-9104
www.agenciasebrae.com.br

Veja também:

1) http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI128782-17180,00.html

2) http://www.cdi.org.br/events/lancamento-projeto-1

3) http://areteeducar.blogspot.com/2010/03/sebrae-e-cdi-lan-lancam-projeto.html

4) http://www.donosdelanhouse.com.br/sebrae-cdi-lan/

Lançamento do Projeto Sebrae-CDI-Lan

Jogos também educam

Muita gente usa lan house apenas para jogar no computador. Na opinião de muitos, apenas perda de tempo, embora o assunto seja pra lá de controverso e polêmico. Veja algumas análises de psicólogos e especialistas nesta reportagem sobre o assunto. Para a designer e artista gráfica Julia Stateri, por exemplo, os games também pode ter responsabilidade social.

E na sua lan house, que tal oferecer jogos educativos? Você poderá atrair tipos bem distintos de público, além de melhorar bastante seu poder de argumentação com pais e familiares – desde que o acesso das crianças seja realmente educativo, é claro.

Uma segunda casa para os jovens

Em muitos bairros e em cidades do interior, é comum a lan house se tornar uma segunda casa para crianças e adolescentes. Apesar de ser uma grande oportunidade de negócio, os problemas também merecem atenção. Em comentário no blog, o engenheiro Paulo Pastore alerta que lan house pode ser um “bom lugar para proliferação de amizades das mais estranhas”, por exemplo.

Em diversas reportagens e estudos acadêmicos, a aproximação da lan house é vista sob vários ângulos por psicólogos, educadores e analistas. Ocorre que a lan house também pode ser muito saudável não apenas para seus negócios, mas também para os jovens, como bem explica o leitor Carlos Donato, dono de uma lan house há quatro anos. O mais importante do relato desse empreendedor é o fator educação e informação, como já vimos anteriormente aqui neste post.



Educação e conhecimento, um novo filão

As universidades deveriam se transformar em redes coletivas de ensino compartilhado, gratuito e sem amarras na internet. Ao menos é o que acreditam Héber Sales e Tarcízio Silva neste excelente artigo.

Enquanto isso não acontece, é bom ficar de olho na vontade dos usuários que usam lan houses Brasil afora. Embora a maioria seja adepta de ferramentas de redes sociais como Orkut, Messenger e outros atividades parecidas, uma boa parcela vai atrás de educação e treinamento.

Como diz o ditado popular, aqui o empreendedor pode juntar a fome com a vontade de comer. Ou seja, essa busca por treinamentos, aliada ao alto nível de desemprego no Brasil, abre um leque de oportunidades para a lan house fidelizar ainda mais a clientela. Reflita sobre quais seriam as possibilidades você pode oferecer aos usuários que querem estudar para concurso público, por exemplo.

Em breve voltaremos com dicas.