As Lan Houses como centros de inclusão digital

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Oficina de Lucratividade para Lan Houses em Recife/PE

Lan house e inclusão digital

Muita gente pensa que inclusão digital é ter computador em casa. Não é. Antes de qualquer coisa, inclusão digital é a democratização do acesso às tecnologias, não importa se em casa, no trabalho ou na lan house. A questão não é ter computador, mas o que fazer com o computador.

As dúvidas são muitas. Algumas bem técnicas e complexas, outras simples. Não à toa, há cinco anos o artigo “Inclusão digital: o que é e a quem se destina?” é um dos mais lidos e mais comentados na seção de tecnologia do Universo Online.

Vale a pena ler com cuidado e anotar todas as suas dúvidas, além do nome dos autores internacionais abordados na reportagem.

Depois, conheça (para divulgar na sua lan house) quais são os programas de inclusão digital no Brasil e visite também o site oficial da inclusão digital no governo federal.

Parceria entre lan house e escolas

Na maioria das cidades brasileiras, a qualidade dos laboratórios de informática deixa muito a desejar, tanto na escola pública quanto na particular. Aqui é onde você pode conquistar um bom filão de mercado ao propor parcerias junto às escolas.

Comitivas de alunos poderiam visitar sua lan house e ocupar o horário de duas aulas seguidas por lá. Certo? Mas a primeira coisa que a coordenadora da escola irá perguntar é: o que você tem a oferecer de educativo?

Em casos assim, quase sempre as crianças sentam de frente para o computador sem nenhuma orientação ou programa didático.

O primeiro passo é ler o excelente artigo de José Manuel Moran sobre a Gestão Inovadora da Escola com Tecnologias. Embora seja um trabalho de 2003, o material está totalmente atualizado com nossa realidade atual.

Consultoria em informática educativa

A mãe de um cliente entra na sua lan house e pergunta: o que você pode oferecer para meu filho além de jogos e Orkut?

A sua resposta pode decidir o retorno (ou não) do cliente.

O que você tem a oferecer além da conexão internet? Você saberia dizer o nome de ao menos três jogos educativos que as crianças gostam? Você saberia informar ao cliente que tipos de cursos ele pode fazer na sua lan house?

É importante ler, ler muito. Conhecer os principais sites, revistas, boletins educativos. Conversar com as crianças e adolescentes. Basta 15 minutos com um deles e você vai ficar sabendo quais são os jogos que fazem a cabeça da criançada.

Para explicar um pouco mais a informática educativa, é obrigatório entender melhor esse conceito pela Wikipedia.

Lan Houses podem se transformar em centros de serviços

Além de serem usadas para a inclusão digital, as lan houses podem ser empregadas na melhoria dos serviços públicos, no comércio e na educação e suporte social.

Esta é a opinião do diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Sergipe, Paulo do Eirado Dias Filho, que participou nesta terça-feira, 30, da audiência na Câmara dos Deputados que analisa projetos de lei envolvendo os centros de acesso à internet realizado pela Comissão Especial dos Centros de Inclusão Digital.

O especialista citou pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) a qual mostra que 65% dos usuários de lan houses realizam pesquisas acadêmicas, 22% buscam cursos e 10% frequentam cursos a distância nesses estabelecimentos. “Esse cenário mostra que a estigmatização desses estabelecimentos não faz mais sentido”, afirmou.

Um exemplo da utilização das lan houses para a inclusão social é a cidade de Salvador. O chefe da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo Municipal (Sucom) do município, Claudio Silva, contou que, por meio da utilização de lan houses, a Sucom conseguiu reduzir o tempo médio de emissão do termo de viabilidade de localização (TVL) de 60 para 12 dias. O TVL, explicou ele, constitui o primeiro documento obrigatório ao início de qualquer atividade econômica no município.

A Prefeitura de Salvador realizou convênios com 33 lan houses locais para prestar serviços públicos à população. Silva ressaltou, porém, que o mais importante não foi a melhora na qualidade do serviço, mas o “estímulo ao desenvolvimento socioeconômico” que o projeto representa.

“Para o cidadão chegar ao poder público, tem de pagar pelo menos R$ 4,50 de transporte, quando poderia realizar o mesmo serviço com R$ 2, perto de casa”, ponderou. Com a utilização das lan houses, diz Silva, aumentou significativamente o número de pessoas atendidas.

Já o prefeito da cidade Estância, em Sergipe, Ivan Leite, disse que a Prefeitura mantém convênios com 22 lan houses, 50% das existentes no município. Em 2009, o Poder Público da cidade realizou convênios com as lan houses para atender aos estudantes da rede púbica. “Capacitamos os professores para fazer demandas de pesquisas por meio da internet”, ressaltou. Segundo o prefeito, hoje o projeto atende mais de 2 mil jovens. As informações são da Agência Câmara.

Como montar uma lan house educativa

Um dia, talvez as universidades se tornem redes coletivas de ensino. Bem antes disso, as lan houses podem preencher esse nicho de mercado de uma outra forma, gerando mais lucro para o empreendimento e mais credibilidade para o empreendedor.

O primeiro passo é deixar bem claro para o seu público que a sua lan house não é apenas uma casa de jogos, mas também um centro de lazer educativo. Em outras palavras: é importante fazer, mas também é importante divulgar.

Pense em cartazes improvisados pela parede, e-mails para os clientes mais assíduos e avisos impressos que você possa entregar aos clientes. Tenha em mente as seguintes variáveis para implementar na sua lan house:

  • Jogos educativos para idades variadas
  • Consultoria em informática educacional
  • Sites com cursos a distância (EAD – Educação a Distância)
  • Parcerias com escolas públicas e privadas

Veremos mais sobre cada uma delas em futuros posts.