Lan house e inclusão digital

Muita gente pensa que inclusão digital é ter computador em casa. Não é. Antes de qualquer coisa, inclusão digital é a democratização do acesso às tecnologias, não importa se em casa, no trabalho ou na lan house. A questão não é ter computador, mas o que fazer com o computador.

As dúvidas são muitas. Algumas bem técnicas e complexas, outras simples. Não à toa, há cinco anos o artigo “Inclusão digital: o que é e a quem se destina?” é um dos mais lidos e mais comentados na seção de tecnologia do Universo Online.

Vale a pena ler com cuidado e anotar todas as suas dúvidas, além do nome dos autores internacionais abordados na reportagem.

Depois, conheça (para divulgar na sua lan house) quais são os programas de inclusão digital no Brasil e visite também o site oficial da inclusão digital no governo federal.

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Consultoria em informática educativa

A mãe de um cliente entra na sua lan house e pergunta: o que você pode oferecer para meu filho além de jogos e Orkut?

A sua resposta pode decidir o retorno (ou não) do cliente.

O que você tem a oferecer além da conexão internet? Você saberia dizer o nome de ao menos três jogos educativos que as crianças gostam? Você saberia informar ao cliente que tipos de cursos ele pode fazer na sua lan house?

É importante ler, ler muito. Conhecer os principais sites, revistas, boletins educativos. Conversar com as crianças e adolescentes. Basta 15 minutos com um deles e você vai ficar sabendo quais são os jogos que fazem a cabeça da criançada.

Para explicar um pouco mais a informática educativa, é obrigatório entender melhor esse conceito pela Wikipedia.

Lançamento do Projeto Sebrae-CDI-Lan

Jogos também educam

Muita gente usa lan house apenas para jogar no computador. Na opinião de muitos, apenas perda de tempo, embora o assunto seja pra lá de controverso e polêmico. Veja algumas análises de psicólogos e especialistas nesta reportagem sobre o assunto. Para a designer e artista gráfica Julia Stateri, por exemplo, os games também pode ter responsabilidade social.

E na sua lan house, que tal oferecer jogos educativos? Você poderá atrair tipos bem distintos de público, além de melhorar bastante seu poder de argumentação com pais e familiares – desde que o acesso das crianças seja realmente educativo, é claro.

Uma segunda casa para os jovens

Em muitos bairros e em cidades do interior, é comum a lan house se tornar uma segunda casa para crianças e adolescentes. Apesar de ser uma grande oportunidade de negócio, os problemas também merecem atenção. Em comentário no blog, o engenheiro Paulo Pastore alerta que lan house pode ser um “bom lugar para proliferação de amizades das mais estranhas”, por exemplo.

Em diversas reportagens e estudos acadêmicos, a aproximação da lan house é vista sob vários ângulos por psicólogos, educadores e analistas. Ocorre que a lan house também pode ser muito saudável não apenas para seus negócios, mas também para os jovens, como bem explica o leitor Carlos Donato, dono de uma lan house há quatro anos. O mais importante do relato desse empreendedor é o fator educação e informação, como já vimos anteriormente aqui neste post.



Educação e conhecimento, um novo filão

As universidades deveriam se transformar em redes coletivas de ensino compartilhado, gratuito e sem amarras na internet. Ao menos é o que acreditam Héber Sales e Tarcízio Silva neste excelente artigo.

Enquanto isso não acontece, é bom ficar de olho na vontade dos usuários que usam lan houses Brasil afora. Embora a maioria seja adepta de ferramentas de redes sociais como Orkut, Messenger e outros atividades parecidas, uma boa parcela vai atrás de educação e treinamento.

Como diz o ditado popular, aqui o empreendedor pode juntar a fome com a vontade de comer. Ou seja, essa busca por treinamentos, aliada ao alto nível de desemprego no Brasil, abre um leque de oportunidades para a lan house fidelizar ainda mais a clientela. Reflita sobre quais seriam as possibilidades você pode oferecer aos usuários que querem estudar para concurso público, por exemplo.

Em breve voltaremos com dicas.

Lan House é um bom negócio?

Nós, do SEBRAE não temos como indicar quais negócios podem ser iniciados, contudo orientamos que isto seja sempre feito com o enfoque das”oportunidades percebidas”, ou seja, que o tipo de negócio pensado para uma determinada cidade sinalize boas perspectivas de vendas, o que na prática significa estar satisfazendo necessidades de clientes.

Para cada negócio pensado, procure e encontre respostas para estas questões, que se respondidas sinalizam grandes chances de sucesso para o investimento, são elas:

– O que será feito em sua empresa, seja ela qual for para atrair clientes, na prática, isso é fazer com que eles venham fazer compras em sua empresa.

– Qual o preço de venda que compense e que torne sua empresa, seja ela qual for, mais competitiva.

– Entenda mais competitividade em preços de venda quando o valor do preço encontrado em cálculos em sua empresa for inferior a preço praticado pelos seus concorrentes diretos.

– Qual a quantidade ideal de vendas para que consiga atingir o lucro planejado para a rentabilização do capital investido, na prática, isso é a itenção de retorno do capital investido.

– Como sua empresa funcionará, organização e sistematização, ao ponto até de pensar isso imaginando que você não estará o tempo todo presente. Isso é ter um empreendiemento que possa funcionar ainda que sem a presença constante do(s) “dono(s)”. – e o que será sempre realizado para que não tenha desperdício, ou melhor, que o desperdício seja igual a zero.

– Lembre que tudo na empresa, mas tudo mesmo, representa custo/gasto, o prédio, as pessoas, o capital, os equipamentos, e outros, então quanto mais e melhor estiverem sem utilizados menor ou mais próximo de zero estará sendo o desperdício.

– O empreendimento sobre o qual você conseguir mais respostas e caminhos para estas questões certamente é aquele que apresenta mais proximidade com o domínio.